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CÂNCER UROLÓGICO

CÂNCER DE PRÓSTATA

A próstata é uma estrutura que só o homem possui. É uma glândula que se situa logo abaixo da bexiga, na pelve masculina, que engloba a porção inicial da uretra (tubo por onde a urina armazenada na bexiga é eliminada).

O Instituto Nacional do Câncer estima 68 mil novos casos desta doença, no Brasil, em 2018. É o câncer mais comum no homem, excluindo-se câncer de pele. Mais de 2/3 dos casos ocorrem após 65 anos de idade, sendo que a ocorrência abaixo dos 50 anos é incomum.

Dentre os fatores de risco, além da idade já citada, a história familiar é muito importante, sendo que aquele que possui um parente de primeiro grau com a doença, tem risco maior que a população geral de desenvolver essa neoplasia.

Nos estágios iniciais, não causa sintomas. O exame digital da próstata (“exame do toque”) e a dosagem do PSA no sangue servem para vigilância do câncer de próstata sendo que, quando alterados, há indicação de biópsia prostática. O câncer de próstata não aparece na maioria dos exames de imagem como tomografia e ecografia. Mais recentemente, a ressonância magnética tem sido incluída no diagnóstico do paciente, mas não substitui a biópsia.

Pacientes que conseguem diagnosticar esta doença em estágio inicial, têm grande chance de cura (que pode ultrapassar 90%, a depender das características do tumor). Os tratamentos com intenção curativa são a retirada da próstata e a radioterapia com uso de medicação para bloqueio da testosterona, na maioria das vezes. Nos Estados Unidos, mais de 90% das cirurgias para retirada da próstata são realizadas com uso do robô daVinci.

Hoje, pacientes também com doença mais avançada (pela presença de metástases) têm à sua disposição um grande número de medicações que, se não curam o câncer de próstata, aumentam muito a vida da pessoa, tornando-o uma “doença crônica”.

CÂNCER DE RIM

Representa 3% das neoplasias malignas nos adultos e é o terceiro câncer mais frequente do sistema geniturinário. Nos Estados Unidos, é responsável por aproximadamente 13 mil mortes por ano. Ocorre principalmente após os 50 anos, mas tem-se notado diagnósticos mais precoces, mesmo em adultos jovens.
Os principais fatores de risco para o câncer renal são tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, história familiar desta doença e diálise.
Hoje, mais da metade desta doença é diagnosticada em fase inicial, restrita ao rim, sendo que 20% já têm extensão local para fora do rim ou para linfonodos locais e outros 25% já se apresentam com metástases para outros órgãos.

Menos de 10% dos pacientes apresentam algum sintoma no momento do diagnóstico, sendo os mais comuns dor lombar e sangue na urina. Mas a forma mais frequente de diagnóstico é o achado de uma lesão sólida em um rim ao se fazer exames de rotina, como ultrassonografia. O diagnóstico definitivo é realizado mais frequentemente com tomografia de abdome, sendo a ressonância magnética também útil em casos específicos.

O prognóstico do paciente depende principalmente do tipo celular do câncer (existem graus diferentes de agressividade celular dentro de uma mesma doença), o tamanho do tumor, presença ou não de gânglios linfáticos acometidos e metástase para outros órgãos e o estado de saúde geral do paciente (chamado de “performance status”). Para a maioria dos casos, aqueles nos quais a lesão é restrita ao rim e tem até 4cm, existem dados de vida livre de doença de mais de 90% em 5 anos. A cirurgia é o único tratamento curativo definitivo para o câncer renal, com a retirada do rim ou apenas do tumor. Com dados mais recentes de pesquisa médica, já se define que a retirada apenas do tumor, quando está em situação anatômica favorável e tem tamanho de até 4cm, tem mesma chance de cura que a retirada de todo rim. Tumores maiores também podem ser tratados com a retirada de parte do rim (nefrectomia parcial), desde que em localização bem favorável no órgão. Ambos tratamento podem ser realizados por via laparoscópica e, mais recentemente, por via robótica, com vários benefícios em relação à cirurgia aberta, como menor tempo de internação, retorno rápido às atividades, menor sangramento, menos dor, entre outros.

Vale mencionar os métodos de tratamento para o câncer de rim que levam à destruição tumoral por meio do congelamento (crioterapia) ou do calor (radiofrequência), minimamente invasivos, a partir da utilização de agulhas. São indicados em situações especiais e têm maior chance de recidiva local da doença.
Para pacientes com doença avançada, com metástases, existem os tratamentos medicamentosos, que visam o controle da evolução do tumor, através de imunoterapia (interferon ou interleucina) ou, mais frequentemente hoje, através de novas medicações que inibem a proliferação de vasos sanguíneos e novos tratamentos que visam a modulação do sistema imunológico do paciente.

CÂNCER DE BEXIGA

Nas últimas décadas, tem se observado aumento na incidência do câncer de bexiga. Contudo, esse aumento vem junto com avanços importantes no diagnóstico e tratamento desta doença.

O principal fator causal do câncer de bexiga é o cigarro, estando associado de forma isolada a 50% dos casos. Outros 25% têm associação com exposição prolongada a produtos químicos como tintas e corantes.

Os sintomas do câncer de bexiga são inespecíficos e podem ser encontrados em várias outras doenças. O principal deles é o sangue na urina (hematúria), que pode ser observada apenas em exames (hematúria microscópica) ou vir com “sangue vivo” na urina. Outros sintomas menos comuns são micções frequentes e ardência ou dor ao urinar.

Os pacientes com sangue na urina são investigados, especialmente aqueles com fatores de risco para câncer de bexiga. Exames de imagem são solicitados, de forma a avaliar todo o sistema urinário. Tais exames podem ser ecografia, tomografia ou ressonância magnética, a depender do caso específico e do julgamento do médico. Caso haja uma grande suspeita de haver lesão, o paciente pode ser submetido a um exame endoscópico da bexiga (cistoscopia), feita sob sedação e ambulatorialmente. Caso já se observe de forma inequívoca uma lesão vesical nos exames de imagem, o paciente já pode até ser levado ao centro cirúrgico para um procedimento, também endoscópico, para retirada da lesão (ressecção endoscópica), através do qual se consegue material para exame histopatológico (biópsia).

Explicando-se de uma forma simplificada, tumores que acometem apenas a mucosa da bexiga (tumores superficiais), são tratados já pela ressecção endoscópica citada anteriormente e são seguidos por exame de cistoscopia seriado. Caso haja fatores que aumentem a chance de progressão da doença, como múltiplas lesões ou células mais agressivas, pode ser necessária imunoterapia local, através da infusão de BCG dentro da bexiga, ou quimioterapia local, através da infusão de algum quimioterápico intravesical. Tais estratégias reduzem a chance de recidiva da doença.

Já tumores que acometem camada mais profunda, a musculatura vesical, assim como aqueles com doença superficial mas que recidivam com muita frequência, podem necessitar da retirada da bexiga (cistectomia). Tal cirurgia pode ser precedida ou não de sessões de quimioterapia. A substituição da bexiga é feita, preferencialmente quando possível, através da confecção de uma "nova" bexiga com um segmento do intestino. Esta cirurgia permite que a urina produzida fique armazenada neste reservatório (neo-bexiga ileal) para ser eliminada pela uretra, permitindo ao paciente viver com muito boa qualidade de vida. Contudo, alguns tumores podem impossibilitar esta forma de derivação urinária, exigindo a utilização de bolsas coletoras urinárias fixadas à pele.

Em casos específicos, mesmo pacientes com tumores profundos, devem ser tratados com a preservação da bexiga, através da ressecção endoscópica completa do tumor seguida de radioterapia local e quimioterapia.

CÂNCER DE TESTÍCULO

O câncer de testículo é a neoplasia maligna mais comum em homens entre 20 e 34 anos, período de importante atividade produtiva e reprodutiva. É incomum fora dessa faixa etária.

O principal fator associado ao câncer testicular é a criptorquidia (testículos posicionados fora da bolsa testicular). Indivíduos com essa anormalidade possuem um risco 50 vezes maior de desenvolver câncer. Outro grupo com maior incidência de câncer de testículo são os homens portadores de infertilidade.

Há alguns anos, esses tumores eram curados em apenas metade dos pacientes. Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, aproximadamente 95% dos indivíduos estão livres da doença em 5 anos após o diagnóstico.

O câncer de testículo se apresenta, geralmente, com aumento testicular ou um nódulo endurecido e indolor nesta glândula. Todo nódulo endurecido no testículo em homem jovem deve ser considerado como câncer, até prova em contrário. Nesse momento, a ecografia é um exame fundamental, visto que caracteriza o tumor, além de diferenciar de outros diagnósticos diferenciais. Não há indicação de biópsia, visto que esta pode disseminar metástases no caso específico desta doença.

As células do câncer testicular podem produzir substâncias específicas, como beta-HCG, alfa-fetoproteína e desidrogenase lática. São chamados marcadores tumorais, nesta doença, e são utilizados para reforçar o diagnóstico, para estimar o volume da doença e para o acompanhamento. Tomografia de abdome é fundamental em todos os casos. Outros exames para procura de metástases podem ser utilizados em casos específicos, como tomografia do tórax e PET-CT.

O retardo no diagnóstico pode levar ao avanço da doença, uma vez que são neoplasias com rápida progressão, fazendo com que mais da metade dos pacientes com tumor testicular chegue ao médico já com doença metastática. Embora seja alta a frequência de doença disseminada ao diagnóstico inicial, esses pacientes apresentam possibilidade de cura em aproximadamente 75%, devido à resposta favorável desses tumores à quimioterapia e à radioterapia.

O tratamento sempre se inicia por retirada do testículo acometido (orquiectomia). Após determinação do volume de doença, tipo da célula de câncer e outros fatores, pode ser indicado acompanhamento, quimioterapia ou radioterapia. Em paciente que apresentem recidiva de doença nos gânglios abdominais (local frequente de metástases do câncer de testículo), cirurgia para retirada destes gânglios pode ser necessária.

Após o tratamento do câncer testicular, quase todos os pacientes têm a função do testículo remanescente gravemente alterada por um período de aproximadamente dois anos, quando um pouco mais da metade desses apresentam melhora importante com possibilidade de gravidez. Por esse motivo, todos os pacientes sem família constituída podem ter seus espermatozoides congelados antes do tratamento definitivo, permanecendo assim a possibilidade de obtenção de gravidez por método de reprodução assistida.

CÂNCER DE PÊNIS

Trata-se de neoplasia rara no mundo, mas relativamente frequente no Brasil, representando aproximadamente 2% das neoplasias nos homens adultos. Tem sua frequência maior ainda em regiões de baixo nível sócio-econômico, estando associada a má higiene. Em alguns locais do Norte e Nordeste do Brasil, chega a ser o segundo tumor mais frequente no homem, atrás apenas do câncer de pele.

Os principais fatores de risco para esta doença são má higiene e presença de fimose. Além disso, idade maior que 60 anos e tabagismo também podem favorecer seu aparecimento.

O paciente normalmente repara uma ferida no pênis, que não cicatriza, com aspecto irregular e odor fétido. Surge comumente na glande ou logo abaixo dela, podendo ser ulcerada, dura e vegetante (elevada).

O tratamento principal é a retirada da lesão, que pode ocorrer através da ressecção parcial ou total do pênis. Quando diagnosticado no início, tem grande chance de cura. Doença avançada, principalmente com metástases para gânglios na região inguinal, já tem seu controle comprometido.

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